PALAVRAS EM FOCO

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terça-feira, 1 de março de 2011

CONTEÚDO LIVRE - ZUENIR VENTURA - AMAR O TRANSITÓRIO

ZUENIR VENTURA - Amar o transitório

Carpe diem é uma expressão latina presente numa ode do poeta Horácio, da Roma Antiga, e que ficou popular no fim dos anos 80 por causa do filme "Sociedade dos poetas mortos", de Peter Weir, em que funcionava como lema do personagem interpretado por Robin Williams.
Quem viu não esquece aquele professor de literatura carismático que subverteu a caretice de uma escola conservadora, exaltando a liberdade e a poesia, e ensinando seus alunos a pensar por si mesmos. Carpe diem significa "aproveite o dia de hoje", ou seja, desconfie do amanhã, não se preocupe com o futuro, não deixe passar as oportunidades de prazer e gozo que lhe são oferecidas aqui e agora.

Neste texto, o conselho não tem nada a ver com a proximidade do carnaval. Ou pode ter, mas essa não é a intenção. Ele me foi lembrado por um amigo numa conversa em que lamentávamos algumas ameaças à saúde que atingiram pessoas queridas. Em proporções mais dramáticas, era um pouco daquilo que Ronaldo Fenômeno resumiu na sua emocionante despedida. Como as dele, eram derrotas para o corpo. Trapaças que ele apronta na forma de um tombo traiçoeiro ou do defeito de uma peça do nosso mecanismo.

Falávamos de quanto tempo se perde com bobagens que nos aborrecem além da conta, deixando passar momentos preciosos como, por exemplo, uma dessas nossas luminosas manhãs que nenhuma
outra cidade consegue produzir com igual esplendor. Desprezamos por piegas as emoções singelas e vivemos à espera das ocasiões especiais, de um estado permanente de felicidade, sonhando com apoteoses e sentindo saudades do passado e até do futuro, sem curtir o presente. Só quando surge a perspectiva da perda é que damos valor a deleites simples ao nosso alcance, como ler um bom livro, ouvir uma boa música, ver Alice sorrir, assistir a "O discurso do rei", ver o "Sarau", de Chico Pinheiro, receber o afago de leitor(a), voltar a andar no calçadão, beber uma água de coco ou admirar o pôr do sol no Arpoador. Foi depois desse papo de exaltação hedonista que meu amigo concluiu que, como o destino nem sempre avisa quando vai aprontar, urge curtir enquanto é tempo — carpe diem. O grande poeta pernambucano Carlos Pena Filho, que morreu aos 31 anos num acidente de carro, em 1960, disse mais ou menos o mesmo num dos mais belos sonetos da língua portuguesa, "A solidão e sua porta", que termina assim:

Lembra-te que afinal te resta a vida
Com tudo que é insolvente e provisório
E de que ainda tens uma saída
Entrar no acaso e amar o transitório.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

A DITADURA MILITAR NO BRASIL 1964 - 1985

“Este é tempo de divisas, tempo de gente cortada... É tempo de meio silêncio, de boca gelada e murmúrio, palavra indireta, aviso na esquina.”
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE


"A nossa Pátria mãe tão distraída Sem perceber que era subtraída Em tenebrosas transações."
CHICO BUARQUE DE HOLLANDA

Dê um rolé

Os Novos Baianos

Composição: Moraes Moreira e Luiz Galvão
 
Não se assuste pessoa
se eu lhe disser que a vida é boa
não se assuste pessoa
se eu lhe disser que a vida é boa


Enquanto eles se batem, dê um rolê e você vai ouvir
Apenas quem já dizia,
Eu não tenho nada
Antes de você ser eu sou
Eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés
eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés


E só vou beijar no rosto de quem me dá valor
Pra quem vale mais o gosto do que cem mil réis
Eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés
eu sou, eu sou, eu sou o amor da cabeça aos pés


"Eu não tenho coragem; meu filho teve coragem. Eu tenho legitimidade."    

Zuzu Angel (Zuleika Angel Jones)

CAROLINA, MINHA MENINA


Carolina minha menina...
Carolina meu sonho abortado, assassinado!
Carolina meu anjo encantado...
Minha flor, meu amor , minha dor!
Dentro do meu ventre por nove meses
Te perdi em instantes.
Me foi negado o direito de te ver, beijar e abraçar.
Sofro, tenho saudades, me sinto frustrada
Pela vida que eu deixei escapar,
Que eu não soube parir!
Mas o que  aquieta um pouco
O meu sofrimento,
É saber que você é um anjo encantado,
Sem pecados,
Pura, cândida, linda, mágica e menina,
Minha menina...

Poema em homenagem à minha filha Carolina que hoje estaria com 21 anos
Rita de Cássia Mattos Barroso Rodrigues

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

APAGOU GERAL

APAGOU GERAL





Nesta terça-feira, dia 10/11/09, o Brasil dormiu as escuras, literalmente, por causa do apagão que assolou 18 estados da União. Em suas explicações, o presidente Lula e outras autoridades ligadas ao ocorrido, não nos convenceram com suas falas, muito menos transmitiram segurança em relação ao Sistema Elétrico do País, que já viveu este tipo de situação várias vezes. Só nos falta agora voltar aos tempos do racionamento de energia elétrica.


Bom, se tivermos que voltar aos tempos de crise de energia, já temos uma dica do Presidente da Venezuela, dublê de Fidel Castro, o fanfarrão Hugo Chávez:


“Se você se levanta às 3 da madrugada para ir ao banheiro, compadre, por que gastar esse pouco de luz? Deixe a lanterna ali, na mesa de cabeceira.” Revista Veja Edição 2138 - Nº 45/2009


Será que o caudilho adota esta prática ?

Imagens: Google Imagens

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

EU EM TONS DE AZUL

EU EM TONS DE AZUL




Um pouco mais de sol - eu era brasa.

Um pouco mais de azul - eu era além.

Para atingir, faltou-me um golpe de asa...



(Mário de Sá-Carneiro)